Brasil ou Dakhla para o kitesurf: qual escolher?
Brasil e Dakhla aparecem em toda conversa sobre onde ir para ter vento garantido. Os dois entregam. Mas são viagens muito diferentes, e a melhor para você depende de quando viaja e do que quer fazer quando chegar.
Comece pela temporada, porque muitas vezes ela decide por você. No Nordeste do Brasil, o vento sopra de junho a janeiro e é mais forte de setembro a novembro. Dakhla, na costa atlântica do Saara, tem vento durante boa parte do ano, com o período mais forte no verão do hemisfério norte. Se você viaja em julho ou agosto, os dois funcionam. Se viaja em outubro ou novembro, o Brasil está no seu melhor.
A água é a segunda grande diferença. No Brasil ela é quente a temporada inteira: você veleja de bermuda e lycra. Dakhla recebe uma corrente fria do Atlântico, então a maioria dos velejadores usa roupa de neoprene. Em uma semana de sessões longas, isso muda a sensação da viagem.
Depois vem o tipo de velejo. Dakhla gira em torno de uma lagoa enorme: água lisa e rasa, ideal para aprender, para o freestyle e para evoluir, com picos de onda do lado do oceano. O normal é ficar em um kite camp à beira da água e velejar nos mesmos picos a semana toda. O Brasil também tem lagoas, mas a sua marca é o downwind: você sai de uma vila de manhã, veleja de 20 a 55 km com o vento a favor e dorme à noite em outra vila.
O cenário é igualmente diferente. Dakhla é deserto: silêncio, areia e a lagoa, com pouca coisa fora dos camps. O litoral brasileiro é uma sequência de vilas de pescadores, dunas e coqueiros, com Jericoacoara no meio para os restaurantes, a música e o pôr do sol na duna.
Chegar depende de onde você mora. Saindo da Europa, Dakhla é o voo mais curto. Para quem já está no Brasil, o Nordeste fica a um voo doméstico de distância, geralmente por Fortaleza.
Nosso resumo sincero: escolha Dakhla para uma semana curta e fácil de evolução em água lisa. Escolha o Brasil se você quer água quente, uma viagem de vila em vila e a sensação de percorrer uma distância real de kite. Muitos velejadores acabam fazendo os dois, em temporadas diferentes.
Se o Brasil ganhar, o jeito mais simples de provar é um downwind de um dia perto de Jericoacoara, e o mais completo é uma rota de três ou seis dias pelo litoral.
Perguntas frequentes
Os dois são muito confiáveis. O Nordeste do Brasil venta de junho a janeiro, com pico de setembro a novembro; Dakhla tem vento boa parte do ano, principalmente no verão do hemisfério norte.
Não. A água do litoral do Ceará é quente a temporada inteira; bermuda e lycra bastam. Em Dakhla, a maioria dos velejadores usa neoprene.
O Brasil. O litoral entre Cumbuco e Atins permite viagens de downwind de um a seis dias, de vila em vila.
